sexta-feira, 5 de março de 2010

Quando se depara com o Preconceito.

Esse post já foi escrito e reescrito bem umas quatro vezes...


Pra mim, é muito complicado escrever sobre isso e eu tenho que remoer muito o assunto antes de conseguir colocá-lo assim, preto no branco.

O Lucas vai ter que passar esse ano por dois procedimentos, não quero expô-lo aqui e explicar os pormenores das cirurgias... Quem conhece a gente sabe do que eu tô falando.


Uma delas é estética. Puramente estética. Mas é uma coisa que incomodaria qualquer outro menino na idade dele. Sem sombra de dúvidas.


Pois bem, vamos aos fatos.


Na quarta-feira fui à endocrino dele, com o resultado dos exames, já esperando a liberação para as cirurgias.


Qual não foi meu espanto com a resposta da dita cuja:


"Mas por que fazer a cirurgia? Ele não entende! Não está atingindo o psíquico dele. Se fosse uma criança que estivesse incomodada com isso..."


Olha... Fervi! E quem me conhece sabe que quando eu fervo eu fico toda manchada de vermelho. Pois naquele momento eu me transformei no Hellboy.



Entendam que há situações em que eu sou extremamente passiva (como já disse aqui antes), mas quando mexem com meu menino... Ah... Não faça isso! Confusão na certa! Me desce a Rosana/Guiga (vocês não conhecem as peças...) e saiam de baixo.

Falei pra médica se ela tinha consciência da dificuldade que a gente passava, com todo mundo olhando esse jeitinho meio esquisitão que o Lucas tem, que não era porque ele aparentemente não entendia as coisas, que não sentiria as pessoas apontando e rindo dele. Que mesmo sendo um procedimento estético ele ia SIM realizá-lo. Ora... Se eu pensasse assim, deixaria o Lucas mal arrumado, afinal pra que comprar roupas novas? Deixaria o Lucas com o cabelo mal cortado, afinal, ele não se importaria com os cabelos longos ou curtos...

Nesse momento passei de mãezinha para Alba. A Dra. arregalou os olhos e tentou se explicar, me pedindo até julho pra ver se ela resolvia o problema sem a intervenção. Saí de lá dizendo que ia conversar com a cirurgiã e o neuro e ouvir a opinião DELES.

Não existe nada mais sem preconceito do que o preconceito. Ele atinge tudo e todos, basta estar aberto para ele...

Nossa obrigação é lutar contra. E se mexerem com meu menino, eu vou estar sempre na linha de frente, pronta para a batalha.

4 comentários:

Adriele disse...

É estranho como as formas de preconceito vêm meio desavisadas, não? O preconceito está embutido nas pessoas, sem que às vezes possamos percebê-lo. E é por isso que é essencial deixar baixar o santo e falar as verdades. Com ctz você a ajudou a evoluir e ela não dirá mais as coisas sem pensar.

Tata disse...

Ódio Define! reclama na central do convênio

Agnes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Agnes disse...

Denuncia essa cretina!Isso mesmo, reclame formalmente dela. Quem ela pensa que é? O que ela estudou para saber se esse tipo de coisa atinge ou não o "psíquico" dele? Falta de ética... no mínimo! Desrespeito com os pacientes, isso não se faz! Revoltei...