domingo, 21 de março de 2010

O menino cresceu.

[Intrusa mode on] Oi, ceres omanos que leem a minha estimada irmã e seu dia a dia de senhoura do lar. Sou Adriele, a caçula (aquela da fota com as cinco, a de vestidro rosa florido) das cinco. Apresentações feitas, vamos ao que interessa. Já que fui convidada para colaborar neste humilde espaço, mãos à obra.

Lembro-me como se fosse hoje quando fiquei sabendo que a Alba estava grávida. Lá estava eu, no alto dos meus nove anos, quando ela chegou do trabalho para almoçar. Naquela época ela era vendedora no shopping Golden, em SBC, e morava pertinho do trabalho. Vinha todo dia a pé.

Estavámos apenas eu e minha mamis em casa. Ela chegou com uma cara de coxinha sem óleo. Fui mandada para a sala, que ficava ao lado da cozinha. Porta fechada, assunto sério. Ouvi ela falando algo para minha mãe. Minutos depois, as duas chorando. Espertinha que era, me toquei na hora.

Não vou dizer que não fui um susto saber que minha irmã de 17 anos seria mãe. Mas depois fiz as contas: quando o bebê nascesse, já teria 18. Ela já era velha então. Pra que o drama?

A chegada do Lucas foi a maior alegria da minha vida até então (agora tenho mais três grandes alegrias, com a quarta chegando). Impossível falar desse menino lindo e não me emocionar. Era meu melhor amigo do dia a dia: tomavamos banho na banheira por três horas todas as tardes, com a titia responsável ensinando o menino a enfiar a cabeça na agua sem tapar o nariz. Corriamos de um lado para o outro. Era Adiéle pra cá, Luquinha´pra lá, uma coisa linda de Deus. Era uma tia-criança que ficava revoltada quando a Ana dizia que eu não podia carregar o título porque não tinha idade. "Você só pode ser tia depois dos 12. Agora, é prima". Chorava e chorava com a brincadeira, achando que os 12 anos jamais chegariam.

Pois não é que eles chegaram e passaram? Quêcoisa!

No aniversário de 14 anos dele quase não acreditei. Estava andando com ele na quadra que fica ao lado do salão de festas no prédio da Alba. Só nós dois lá. Ele passou o braço por cima do meu ombro, como quem diz: "tia, agora quem te protege sou eu". Deitei a cabeça em seu ombro e saimos andando, com toda a calma do mundo que um Lucas consegue ter. Ombro laargo, pé gigante (42!!), mão enorme. O menino cresceu. E eu não. Mundo injusto!

3 comentários:

Albalena disse...

Puta que me pariu!! Féla da tchuca!! To me matando de chorar...
:__)

Tata disse...

Pra ser tia tem idade?! Oo
huahuahau

Ana disse...

Eu falava que vc só poderia ser tia aos 15, não aos 12.. e o melhor é que vc acreditava mesmo!!