quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Irmãs

Crescer sendo a terceira filha de uma ninhada (sim, digo ninhada! Não tem termo melhor para nós) de cinco, todas mulheres, com uma diferença de doze anos e meio da mais nova pra mais velha é qualquer coisa...

Infância só curtição! Passatempo favorito da Guiga (a segunda) era criar intrigas com a Ana (a mais velha) contra mim ou comigo contra a Ana. Nós sempre caíamos nas teias da Guiga... Nunca nos voltamos as duas contra ela.


Bonecas que sempre ficavam guardadas intocadas pela Ana e que na primeira oportunidade eram sequestradas devido a um plano mirabolante da Guiga, com minha participação.


Enterro de bonecas com direito à velas e tudo no dia de Finados. Impulsionadas por algo inexplicável. Ao anúncio da Mãe: "Meninas! Parem de brincar com isso! Hoje é finados!" Correria e gritos, mesmo sem saber o que significava "finados". Hoje a gente sabe, mas o porquê daquela brincadeira naquele dia, até hoje é um mistério.


Nascimento da Áurea (a quarta) envolto na certeza do primeiro menino. João Henrique não veio. Mas nasceu um moleque! Áurea era impossível! Acabou com a cortiça da parede. Fugia na volta da escola. Me vigiava pra ver com quem eu estava namorando. Um terror.


No susto veio a Adriele (a quinta). Mais uma vez a torcida era por um menino. Dessa vez o nome seria Átila ou Artur. Seguindo o costume de nossas iniciais (depois coloco nossos nomes inteiros) que a Áurea teria quebrado se fosse menino. A Ana passou a gravidez inteira da mãe com bico. Lembro muito bem de suas palavras ao voltar da visita na maternidade, já que ela era a única que tinha idade para visitar: "Parece um buldogue!"


Lembro do Pai chegando da maternidade, eufórico ás quatro da manhã e anunciando: "Outra menina!". Já era praxe!


Adolescência conturbada. Brigas. Birras. Irritação. Imaginem passar por esse período com quatro irmãs no mesmo quarto que você.


Mas agora vem o melhor de tudo! Todas adultas! Todas cúmplices! A gente se basta! Precisa de algo? Corre pra uma irmã! Isso não nos falta! Finais de semana todas juntas e rindo e curtindo os filhos, sobrinhos, maridos... Imaginem crescer e descobrir nas irmãs as melhores amigas que qualquer pessoa pode desejar! Somos assim! Pau pra toda obra! Tomamos uma a dor da outra, rimos das mesmas coisas, nos divertimos com as mesmas piadas, sofremos as mesmas tristezas. O que era um tormento hoje se tornou uma Bênção. Não sei o que faria sem elas!


Foto das cinco no Natal de 2009:

Da esquerda para a direita: Ana Roberta, Adriele Rosana, Alba Regina (euzinha!), Áurea Raquel e Agnes Renata. Sim! São nossos nomes de verdade! Não!! Não de brincadeira! Máquecoisa!!

7 comentários:

Ana Martins disse...

Ah, que máximo essa família!!! Amei!!! E muito prazer em conhecê-las!!! Com esse texto me senti no quintal da casa de vocês...

Adriele disse...

Bom, como minha TPM é usada em casos de conviência, mais uma vez, chorei lendo seu blog. Por causa dela, claro
Vou parar de vir aqui! hehehe

gaviao disse...

Nem preciso falar nada.....
E meu nome é Aurea, não Gavião... não sei o que ta acontecendo com esse google!!!!

Tata disse...

Alba se chama Nalva em horas vagas e Aurea se chama como? Gavião!!
huahauahuahauhau
amor define S2

Agnes disse...

Alda, não sabia que vc era tão sensível!!!
Tem gente que fala que família não se escolhe, discordo, tenho certeza que um dia em algum lugar eu rezei e pedi muito pra Deus me permitir ter essas "companheiras" (não no sentido PT da palavra) na minha vida!Me sinto segura e amada sabendo que tenho vcs! Amo cada uma, torço por cada uma, sofro e sou feliz com cada uma!

Albalena disse...

Awn!! Amo minhas irmãs! :__)

Ana disse...

Demorei pra comentar porque ainda não tinha conta no gmail.. (Amar é.. criar nova conta de e-mail pra comentar o blog da irmã)
Vc falou tudo, e a Gui completou.. Me emocionei, ri, chorei.. amo vcs!!