quinta-feira, 29 de abril de 2010

Pessoas que Compartilham demais!

Estava eu em reunião (cof) do meu outro blog (o Psychobooks, entrem lá, tá cheio de promos!), com a Pâm e a Tata. Pam, soltou uma das suas pérolas. Vou dividir aqui com vocês:

Pam diz: cara, Hoje no trabalho, quase todo mundo que eu parava pra conversar reclamava de prisão de ventre.

Depois das risadas costumeiras fiquei pensando no assunto. Por que tem gente que tem essa imensa necessidade de compartilhar os mínimos detalhes de suas vidas com qualquer pessoa? E quando eu digo qualquer pessoa, quero dizer qualquer pessoa MESMO. Não importa se é um desconhecido na fila do banco, no ponto de ônibus ou sala de espera de um médico. O negócio é compartilhar, se abrir. Contar tudo.

Tenho marcado em minha memória, dois episódios pra lá de constrangedores. O primeiro aconteceu na porta de uma escola que o Lucas frequentava. Uma mãe de aluno que nunca tinha dado bola pra mim, nem sequer trocado uma única palavra, vira e solta:

"Tô cansada de trocar sexo por trufa!"

O marido da dita-cuja não "comparecia" há meses. E não, ele não era movido a trufas. Ele não esperava uma trufa em troca de favores, digamos assim, hum... Deixa pra lá... Ela que pra descarregar a líbido se jogava no chocolate. Eca.

A outra aconteceu na sala de espera do meu urologista. Em 2005 tive uma crise renal brava. O médico descobriu que tenho um rim defeituoso, por isso sinto dor de vez em quando... Mas chega! Olha eu! Já tô compartilhando demais!!

Uma mulher aparentando uns 30 anos sentou-se ao meu lado. Nessas ocasiões, sempre levo um livro comigo, exatamente pra espantar esses tipos de confidências desnecessárias. Com aquela não teve jeito. Ela começou a falar sem ao menos ligar para minha leitura. O negócio foi fechar o livro, e pagar a penitência.

A partir daí o que se seguiu foi digno de um filme de terror. Tenho um problema sério. Tudo o que me falam eu imagino. A imagem aparece na minha mente e lá se vai o almoço e o jantar... Na história da mulher trufada, até hoje, a imagino toda suja de chocolate, comendo uma trufa atrás da outra. Mas com a mulher da sala de espera a cena descrita (e imaginada) foi pior:

"Tô com infecção urinária. Mininaaaa! Uma dor!! Nem queira saber! Dormi a noite inteira, inteirinha mesmo, segurando a dita-cuja. Com a mão assim, em concha, apertando bem pra amenizar a dor..."

Até hoje a imagem daquela senhora distinta me vem a mente. Sério. Se eu a encontrar na rua, sou capaz de reconhecê-la de tão vívida que é a lembrança. Mas se ela estiver com o passo meio apertado, é melhor correr. Ou serão mais anos de trauma...

4 comentários:

Pâmela P. Ferso disse...

IAUHEIUAHEAIIUIHAEHIUAEAHI
Ri alto!!

Tô dizendo... Eu tenho o dom pra psicóloga, as pessoas olham pra mim e contam tudo kkkkkkkk

Ana disse...

Eu tbém tenho esse dom! Por que desconhecidos nos falam esses absurdos???

Adriele disse...

As pessoas perdem ótimas oportunidades de ficaram quietas, nao é? Amigao, nao é pq vc nao tem nojo de si mesmo que os outros tb nao têm... hehehe

Mia Galvez disse...

Putz, eu uso a técnica do livro, mas ela nunca funciona, Alba.
Ri sozinha aqui, pessoal do trabalho deve achar que estou doida! rsrsrsrs