quinta-feira, 8 de abril de 2010

Dona Irene Sargentão.

Ninguém pode prever a reação durante um assalto. Sempre tive certeza que a minha reação seria "trocar uma ideia" com o assaltante, e convencê-lo que me roubar não era o melhor negócio do mundo. Pois bem. Na única vez em que fui assaltada, ao perceber a arma apontada para minha cabeça, minha reação foi parar de ouvir o que o ladrão dizia... Pra mim todas as palavras soavam como Blábláblá... Minha amiga que me acompanhava no dia que apertou a tecla SAP do ladrão e traduziu o seu desejo: A bolsa!

Ao entregar a bolsa, outra surpresa. Quando o dito cujo apertou o cano contra a minha fonte, minha reação foi vexaminosa... Quase fiz xixi na calça. E minha amiga, já experiente na matéria, era quem argumentava com o assaltante: "Ah! Deixa os documentos pelo menos!" E eu muda.

Edu foi diferente. Ao perceber o assalto, ainda na adolescência, correu esconder o relógio. O assaltante poderia ter sido enganado se o amigo que o acompanhava não tivesse dado com a língua nos dentes: "Eita Edu... Nem adianta esconder... Ele já viu seu relógio!" Não tinha visto. Mas levou! A pergunta que fica é: Afinal, de quem era o amigo? (risos)

Mas a melhor foi da minha mãe. Antes me deixe discorrer um pouco sobre sua personalidade:
Se formou professora de português. Depois diretora de escola até a aposentadoria. Era dessas diretoras que até o mais encapetado da escola tinha medo. Uma olhada e ela já colocava a molecada no lugar. Era conhecida como Sargentão.

Após a aposentadoria, resolveu se mudar e tentar a vida no interior. Vendeu a casa. Arrumou tudo.

A Áurea e a Dri tinham um tanque com quatro tartarugas. Elas eram pequenininhas e lindas quando foram compradas. O tempo passou e elas se tornaram quatro monstros que precisavam de um aquário tamanho família pra comportá-las. E fediam! Fediam muito! O tanque tinha que ser lavado todo dia. Sobrava pra Dona Irene. Todo dia às 7 horas da manhã lá estava Dona Irene, cuidando das suas tartarugas na calçada.

E foi na calçada, no seu último dia na Urupema 36 que os meliantes a abordaram. Arma em punho: "Vamu entra tia!"

Mas eles não sabiam que estavam falando com Dona Irene Sargentão. Que entrar, que nada!! Minhas filhas estão dormindo lá dentro!

Ela apontou a mangueira pra eles e começou a gritar. Eles corrreram. Claro! Quer coisa mais aterrorizante do que uma Sra. desvairada, armada com uma mangueira e gritando?! Armada E perigosa! Tome-lhe jato de água gelada na cara pra ver o que é bom! Dona Irene Sargentão. É assim que se faz!

4 comentários:

Mariana disse...

Albalena!!!!
Te entendo PERFEITAMENTE, minha mamys tb foi professora e é diretora de escola, mas ela é conhecida como Pimenta!!!!
A vida de filha de diretora não pe fácil, somos sobreviventes ;)

Pâmela P. Ferso disse...

AIHIUHAIUHIAHEUIAHEIHUIAEHIAUH

Dona Irene já tem fã até no Acre meo!
kkkkkkkkk
Já sei quem chamar quando estou em perigo, basta uma mangueira e não há Darth Vader que dê jeito! o/

Adriele disse...

Irene Kissaco Marchesini. Lembram disso? mamis bravona! Eita mulher arretada. E quando buscou uns caras que picharam o muro de casa e fez eles lavarem? hahahah.. sensacional

Aurea disse...

Nossaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!! eu lembro desse dia dos pichadores!! E também estava presente no dia do assalto!!!
Ai que mamãe mais valentona!!!!